domingo, 28 de setembro de 2014

Resumo do texto "A (primeira) Descoberta do DNA"

O texto integral encontra-se em: http://g1.globo.com/platb/espiral/2008/08/29/a-primeira-descoberta-do-dna/

A 26 de Fevereiro de 1896, Friedrich Miescher descobriu uma substância que estava presente no núcleo de todas as células, e que possuía uma característica química diferente das proteínas ou outro componente celular conhecido. Anos depois, o conceito de vida foi completamente revolucionado pela descoberta deste jovem médico, que na altura, mal sabia da importância da sua descoberta.
Miescher nasceu em 1844, numa família de cientistas, o deste cedo que se rodeou de conceitos cientificos. Quando começou a trabalhar, Friedrich estava sob a supervisão de Felix Hoppe-Seyler, um famoso químico, cujo laboratório era utilizado por ambos para investigações no campo da bioquímica. O seu objeto de estudo era o pus, pois continha grandes quantidades de leucócitos, e era de fácil acesso a Friedrich, pois ele era médico.
Após muita investigação, Friedrich descobriu algo a que chamou "nucleína": uma substância com propriedades únicas: conseguiu precipitá-la com ácidos e, ao ser dissolvida novamente, tornava a solução alcalina. Esta substância estava totalmente localizada no núcleo celular.
Miescher decidiu então aprofundar os seus estudos na purificação da nucleína e demonstrou que a substância não era de origem protéica. A caracterização química da nucleína revelou que ela continha carbono, hidrogénio, oxigénio, nitrogénio e grandes quantidades de fosfato.
Friedrich decidiu então começar a estudar a nucleína nas células germinativas (óvulos e espermatozóides) uma vez que ele tinha grande interesse na hereditariedade. Num de seus artigos, Friedrich escreveu que a nucleína poderia ser um dos responsáveis pelo processo de fertilização, mas não acreditava que seria capaz de transmitir características hereditárias. Como a maioria naquela época, Friedrich estava convencido que as proteínas eram responsáveis pela hereditariedade.
Apesar das suas pesquisas serem muito importantes e revolucionárias para o mundo da genética e o avanço do conhecimento acerca do DNA, Friedrich morreu com apenas 51 anos, após contraír tuberculose devido à falta de dormir e ao isolmento social a que se propunha ao ficar grandes períodos de tempo fechado no laboratório.
Após a sua morte, o seu tio publicou uma compilação com os seus trabalhos, afirmando que as descobertas de Miescher seriam bases para avanços científicos no futuro. 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Resumo de "As 100 Maiores Descobertas da História da Genética"

Título: "As 100 Maiores Descobertas da História da Genética"
Objetivo: Introduzir a unidade letiva 5

Resumo: A história do DNA inicia-se em 1865, quando Gregor Mendel publicou as Leis da Hereditariedade, também chamadas de Leis de Mendel. Anteriormente à sua publicação, que veio revolucionar o mundo da genética, Gregor Mendel passou vários anos a realizar experiências com ervilhas, a partir das quais percebeu a forma como as características se transmitiam de geração para geração. Devido ao seu importante e revolucionário trabalho, Mendel foi nomeado o Pai da Genética Clássica.
A seguinte descoberta foi feita por Thomas Morgan, que contribuiu de uma forma muito importante para a genética ao descobrir que os genes estão localizados nos cromossomas. Thomas utilizou moscas, analizando a cor dos seus olhos e cruzando moscas de olhos de cores diferentes, para testar a sua teoria. Morgan recebeu um prémio nobel da Medicina em 1933 pela sua descoberta revolucionária.
Os genes controlam eventos bioquímicos. Por exemplo, a cor dos olhos pode resultar de reacções químicas nos genes. Em 1928, Frederick Griffith descobriu uma mólecula de hereditariedade que é transmissível entre bactérias. Já em 1944, Oswald Avery, Colin Mcleod e Colin MacCarty isolam o DNA como material genético, confirmando assim que o material genético está, de facto, e é o DNA. Em 1950, Barbara McClintock descobre as transposões no milho. As transposões são o movimento de uma sequência de DNA de uma região para outra num genoma de uma célula. Esta descoberta valeu a McClintock um prémio nobel da Medicina em 1983.
Uma das descobertas mais importantes realizou-se em 1953, por James Watson e Francis Crick, que descobriram que a estrutura do DNA é uma dupla hélice. Esta descoberta foi feita através de raios-X.
Opondo-se a esta teoria veio, em 1964, Howard Temin que, utilizando o vírus de RNA, provou que a teoria central de Watson nem sempre está certa, e que na verdade o código genético está organizado em tripletos.
Outras descobertas contempladas neste documentário são, por exemplo, as enzimas de restrição, o 'splicing' alternativo do RNA, o DNA mini-satélite, o RNA de interferência e os 25,000 genes.

11º ANO

Aqui se inicia uma nova etapa. Espero que seja um ano cheio de sucesso e, certamente, será cheio de trabalho. Bom ano letivo!

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Reflexão

Após receber o único teste deste período senti que finalmente os resultados corresponderam ao meu esforço, mas mesmo assim não foi suficiente. Não penso que a matéria seja dificil, apenas complicada e muita, mas fácil depois de se entender.
Boas férias!

terça-feira, 10 de junho de 2014

Trocas gasosas em seres multicelulares - Animais



A troca de gases ocorre sempre em meio aquoso e por difusão simples.
Nos animais mais simples a troca gasosa faz-se diretamente do meio para as células por difusão.
Nos animais mais complexos existe um conjunto de órgãos que constituem o sistema respiratório. As superfícies são sempre húmidas, constituídas por apenas uma camada de células, e com uma grande superfície de contato.  

TIPOS DE SUPERFÍCIES
  • Tegumento - a superfície do corpo do animal é a própria superfície respiratória. O oxigénio passa através da pele para o fluido circulatório que o leva às células e traz o dióxido de carbono das células para o exterior, tudo por difusão. É uma difusão indireta, pois existe um fluído intermediário e chama-se neste caso hematose cutânea.


  • Brânquias - O opérculo é uma tampa óssea protetora que se localiza lateralmente na cabeça do peixe. No interior  do opérculo estão as brânquias (guelras) que são extensões da superfície do corpo e localizam-se na cavidade branquial (ou câmara branquial) . A estrutura das branquias permite que haja uma grande área de contato entre o meio interno e meio externo.  Cada brânquia é constituída por filamentos branquiais e estes, por sua vez,  contêm várias lamelas onde ocorre a hematose branquial.




  • Sistema de traqueias - É constituído por uma rede de canais cheios de ar -Traqueias - que se vão ramificando ao longo de todo o corpo - Traquíolas - que contatam diretamente com os tecido. As extremidades dos traquíolas são fechadas e contêm um líquido que permite a difusão. A difusão é direta, o sistema circulatório não intervém na distribuição dos gases. Nos pequenos insetos a difusão através das traqueias é suficiente mas para os insetos voadores que necessitam de grande consumo de oxigénio, têm uns sacos de ar que funcionam como reservas de ar e que se localizam juntos aos músculos.



  • Sistema pulmonar - Tal como nos outros sistemas, existe uma grande variedade de sistemas pulmonares que está diretamente ligado ao grau de complexidade do ser vivo. Existem em todos os vertebrados terrestres.



Trocas gasosas em seres multicelulares - Plantas



As plantas fazem a respiração aeróbica e a fotossíntese.
 Na respiração consomem o O2 mas como durante o dia o libertam na fotossíntese, este é mais que suficiente para a respiração. Na consequência da respiração  libertam o CO2, que durante o dia, vai utilizado para a fotossíntese (fase escura). O dióxido de carbono libertado não é suficiente e as plantas têm de absorvê-lo, também, durante o dia. 
Durante a noite a planta faz a respiração aeróbica mas não faz a fotossíntese, pelo que tem de absorver o oxigénio e libertar o dióxido de carbono, tal como nos animais.
É através do estoma que se realizam as trocas gasosas.


 A pressão de turgência das células guarda depende de vários factores como por exemplo:
- o Ph do meio;
- humidade do ar (pouca humidade abre o estoma);
- concentrações de iões;
-o dióxido de carbono (concentrações de CO2 leva ao fecho do estoma);
- a intensidade luminosa (estoma aberto com luz e fecha sem luz) etc.

Os iões potássio entram nas células guarda por transporte ativo e a água entra por osmose e a célula fica turgida e o estoma abre. Quando os iões potássio saem a água sai por osmose o estoma fecha.  

Os estomas regulam as trocas relativas à fotossíntese e transpiração mas também as trocas gasosas. O espaço preenchido por ar entre as células também facilita a troca de gases, formando um circuito de ar.